Houve um tempo em que o diagnóstico de uma lesão medular grave era encerrado com um ponto final. O corpo, em sua complexidade magnífica, tornava-se um mapa interrompido; de um lado, o comando do cérebro; do outro, a imobilidade das pernas. Entre eles, um abismo que a ciência, por décadas, tentou atravessar sem sucesso. Mas a ciência é, antes de tudo, uma teimosa forma de esperança. E foi dessa persistência que nasceu a polilaminina, uma substância…